Uma em cada 20 queimaduras em crianças é causada por chapinha

- 09/03/2017

A chapinha é um item indispensável para muitas mulheres. Todavia, alguns cuidados devem ser tomados, pois o calor usado pelo instrumento para alisar o cabelo e a demora do aparelho para esfriar pode provocar queimaduras. Ademais, é um objeto elétrico e também pode causar choques.

Testa, orelhas e mãos são os lugares de maior ocorrência de queimaduras. Isso se deve ao fato de que quando usa-se o equipamento em seu próprio cabelo, geralmente, é em frente ao espelho e, assim, perde-se um pouco as noções de distância e profundidade.

Para evitar acidentes é preciso usar a chapinha sempre na posição correta de 90 graus do couro cabeludo. Além disso, por ser extremamente quente, a chapinha não deve ser utilizada no banheiro, um ambiente úmido, e deve ficar apoiada em superfícies que não sejam sensíveis ao calor. Também é recomendado manusear a chapinha com as mãos limpas, secas e sem luva.

Chapinhas e crianças

De acordo com a organização beneficente Electrical Safety, as chapinhas são a causa de um em cada 20 casos de queimaduras em crianças no Reino Unido. A maioria dos acidentes acontece quando os pequenos tentam pegar, tocar ou acabam pisando nas pranchas quentes.

O risco de queimadura por chapinha em crianças é maior, pois a pele delas pode ser até 15 vezes mais fina que a de um adulto. Em caso de queimadura, coloque a área lesionada imediatamente embaixo de água corrente e em seguida dirija-se ao hospital. Apesar de não haver números oficiais no Brasil de crianças queimadas por chapinhas, vale o alerta.

Como surgiu a chapinha moderna

Nos tempos antigos aqueles que não nasciam com os cabelos lisos tinham que alisá-los com ferros quentes ou aqueciam os pratos em fogos e passavam sobre os fios. Todavia, esses procedimentos geralmente causavam queimaduras leves no rosto e nas mãos.

Por volta de 1800, pinças de cabelo foram construídas para ajudar a obter as dobras do cabelo. Placas de metal foram anexadas a duas alças longas e a unidade era colocada em fogo para aumentar a temperatura das placas de metal, mas esse procedimento também aumentava os riscos de queimaduras.

Depois dos anos 80, as placas quentes foram colocadas dentro de alças de plástico. Os ferros de alisar contemporâneos tornaram-se conhecidos como “chapinhas” ou “pranchas”. Os ferros foram substituídos por metais mais leves e ainda podem ser encontrados em cerâmicas ou revestidas de titânio e ouro.

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