- 27/01/2026
Um recheaud aceso e um galão de álcool
foi a mistura explosiva que levou a assistente social Claudia Pereira a queimar
pés, coxa, colo e braço esquerdo. Tudo aconteceu no restaurante em que era proprietária.
Ao sentir o corpo derretendo, ela mesma correu para pedir socorro ao então
marido, que estava no carro.
“Eu pensei que ia morrer. Primeiro, fomos
a um hospital em Valparaíso de Goiás, mas não tinha médico especializado, então
lembrei do Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, que é de referência.
Foram 40 minutos até lá”, relembra.
O local foi endereço de Cláudio por 25
dias. Foram necessários vários enxertos e ainda hoje, quase dois anos após o
acidente, ela ainda faz fisioterapia e acompanhamento com dermatologista para
tratamento de queloide.
Mãe de uma menina de 8 anos, Claudia
conta que seis meses após o acidente, acabou se separando do marido. Sentiu-se
sozinha, já que a família toda mora no Piauí e esteve presente com ela em
Brasília apenas na fase aguda do tratamento.
“Durante todo este processo e até
mesmo depois de receber alta médica.
tive momentos de provação. Não entendia por que estava passando por tanto
sofrimento, não aceitava as marcas no meu corpo, tinha dificuldade com as
mobilidades das minhas mãos e quase não fazia as atividades doméstica”,
relembra.
Ela conta que achou que fosse morrer
neste período. “Mas tive muita ajuda de Deus. E eu tinha uma filha e era por
ela que eu tinha de permanecer firme. Agora estou bem, graças a Deus! A
aceitação está mais fácil, já uso a malha sem vergonha, as dores não são tão
frequentes”, ressalta.
Mas Claudia diz que renascer foi
doloroso e solitário. “Hoje sou uma mulher que busca o melhor para minha filha,
que eu preciso dela e ela de mim. Tenho a convicção de que Deus é tudo em minha
vida. E sabendo que Deus tem um propósito na vida de cada um, eu estou vencendo”,
celebra.
Para finalizar, ela cita um versículo bíblico:
Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das
minhas mãos; operando eu, quem impedirá?