Cirurgião plástico Luiz Philipe conquista título de doutor pela USP

Publicado em 14 de setembro de 2017

“Estudar é questionar o caminho para o conhecimento e evolução. Questione, questione sem parar, este é o caminho”, afirma o cirurgião plástico Luiz Philipe Molina Vana, atual presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Com esse pensamento, o médico decidiu dar mais uma passo na carreira profissional e concluiu o tão sonhado doutorado.

Doutores Jayme Farina, Wandir Schiozer, Nivaldo Alonso, Luiz Philipe Vana, Élia Caldini e César Isaac

A tese Estudo comparativo de matrizes dérmicas de colágeno bovino com e sem lâmina de silicone no tratamento da contratura cicatricial pós-queimadura – Análise clínica e histológica foi apresentada dia 9 de agosto no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Estiveram presentes na banca os professores da Instituição Élia Caldini e Jaime Farina (USP Ribeirão Preto), e os doutores César Isaac e Wandir Schiozer, todos profissionais referência na área de cicatrização e queimaduras. O cirurgião plástico Nivaldo Alonso foi quem orientou Molina durante todo o processo. “O escolhi porque o considero um grande pesquisador. Ele tem centenas de artigos publicados e desde o início eu tinha certeza que poderia aprender muitas coisas relacionadas ao ato de pesquisar”, conta.

Para o escolher o tema da tese, o médico inspirou-se em sua rotina. “Como escolher a matriz mais adequada para usar em nossos pacientes? Não tínhamos esta resposta. Assim, fomos buscá-la com essa pesquisa”, revela. De acordo com o presidente da SBQ, a tese apresentada contribui para tratar melhor os pacientes vítimas de queimaduras. “Escolhi um tema que fosse possível aplicar em nosso dia a dia. Muitos optam por estudos em laboratórios com aplicabilidade clínica menor, mas eu não desejava isso. Precisava de algo capaz de impactar diretamente no tratamento de nossos pacientes”, revela.

Conforme afirma o cirurgião plástico, o doutorado é uma etapa da vida acadêmica capaz de dar mais autonomia, relevância e ensinar várias coisas, não somente sobre ciência, mas de como conduzir e coordenar uma série de atividades que envolva um grupo de pessoas. “Aprendemos muito! Lições variadas que nos enriquece e nos amadurece”.

Apesar das dificuldades, das mais variadas, nenhuma foi capaz de extinguir o pensamento positivo de Molina: “os problemas nos ensinam muito. Foi uma fase extremamente produtiva”. Para aqueles que têm curiosidade científica, o cirurgião plástico, agora doutor, recomenda mais essa etapa acadêmica. “É uma maneira de deixar algo a mais para nossa sociedade. Além disso, é muito rica a experiência”. No próximo ano, o especialista pretende continuar os estudos e fazer o pós-doutorado. “Será mais uma etapa do desenvolvimento acadêmico. Um período que, a meu ver, será tranquilo e enriquecedor”, acredita.

À frente da SBQ, o presidente pretende dar continuidade aos projetos iniciados, como congressos, eventos variados, revista da SBQ e campanhas de prevenção. Além disso, a Sociedade também lançou o aplicativo Queimei.


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